Separar o dinheiro pessoal do empresarial não é uma tarefa fácil para muitos microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos negócios. Sem planejamento ou orientação, é comum usar a mesma conta para todas as despesas, o que prejudica o controle financeiro e o crescimento da empresa.
Segundo Antonio Martins de Matos, coordenador de segmentos PF e PJ da Central Ailos, essa mistura compromete a sustentabilidade do negócio e aumenta o risco de endividamento. “Quando o empreendedor separa as finanças, ganha clareza sobre os resultados, melhora a credibilidade e cria condições para crescer de forma segura e planejada”, comenta.
Entre os prejuízos da falta de separação estão a perda de controle do fluxo de caixa, a dificuldade de acesso a crédito e até o risco de uma “falência silenciosa”. A orientação é abrir uma conta exclusiva para a empresa, definir um pró-labore e registrar todas as movimentações, usando planilhas, aplicativos ou o apoio de um contador.
Na hora de buscar financiamento, Matos recomenda priorizar o crédito em nome da empresa, que oferece condições mais adequadas e protege o patrimônio pessoal. O uso de crédito pessoal, apesar de comum, tem juros mais altos e pode comprometer o orçamento familiar.
O especialista sugere boas práticas indispensáveis para qualquer negócio:
• Manter contas bancárias separadas;
• Registrar entradas e saídas, mesmo as pequenas;
• Acompanhar o fluxo de caixa regularmente;
• Revisar custos com frequência;
• Criar uma reserva de emergência;
• Buscar capacitação constante.
“A organização financeira é hábito. E, como qualquer hábito, o importante é começar. Com disciplina e apoio, o empreendedor pode transformar um negócio informal em uma empresa sustentável, que gera renda, empregos e fortalece a comunidade. Esses cuidados aumentam as chances de crescimento sólido e de sucesso no longo prazo. Enquanto cooperativa, nosso compromisso vai além do crédito: atuamos como agentes de educação financeira e desenvolvimento local. Como Sistema Ailos, oferecemos programas de capacitação, consultorias financeiras e soluções específicas para MEIs, além de produtos que incentivam a separação das contas e o planejamento de longo prazo. Assim, reafirmamos nosso compromisso em apoiar o MEI não apenas como instituição financeira, mas como parceiro estratégico no caminho para o sucesso sustentável”, finaliza Matos.
Fonte – Ascom
Foto – Sebrae




