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Produção de mel cresce 84% no Acre e se consolida como alternativa sustentável

Valor gerado pela apicultura estadual saltou de R$ 351 mil para R$ 646 mil em quatro anos, impulsionado por investimentos e capacitação.
Dados do IBGE mostram expansão da atividade em cerca de 15 municípios, com Senador Guiomard liderando o ranking de produção no estado.
Iniciativas como a 1ª Feira do Mel em Rio Branco unem ciência, manejo ambiental e valorização da floresta em pé.

Impulsionada por políticas públicas de incentivo e capacitação técnica, a cadeia produtiva do mel no Acre registrou um crescimento de 84% no valor da produção em um período de quatro anos. Conforme dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo IBGE, o setor movimentou R$ 646 mil em 2025, superando os R$ 351 mil registrados em 2021. O município de Senador Guiomard desponta atualmente como o principal polo produtor do estado, onde a atividade já alcança cerca de 15 municípios com o apoio de aproximadamente 250 produtores cadastrados. A expansão da apicultura e da meliponicultura no estado tem sido fortalecida por investimentos do Programa REM Acre – Fase 2, articulados pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) em parceria com instituições de ensino e pesquisa. Além de diversificar a renda de famílias da agricultura familiar, o setor destaca-se pelo forte apelo ambiental: diferente de outras atividades produtivas, a criação de abelhas com e sem ferrão exige a preservação e a ampliação da cobertura florestal, conciliando o desenvolvimento econômico com a conservação da biodiversidade e a valorização da floresta em pé.

A consolidação da apicultura e da meliponicultura como vetores de desenvolvimento sustentável no Acre ganhou destaque com a divulgação dos dados mais recentes da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que o estado produziu 9.638 quilos de mel em 2025, movimentando R$ 646 mil.

O resultado reflete uma trajetória consistente de expansão: em quatro anos, o valor da produção acreana saltou de R$ 351 mil (registrado em 2021) para o patamar atual, representando um avanço expressivo de 84%. Senador Guiomard lidera o ranking estadual, consolidando-se como o principal polo produtor, enquanto a atividade se capilariza por cerca de 15 municípios, contando com aproximadamente 250 produtores cadastrados.

A partir de 2022, políticas públicas estaduais e parcerias estratégicas — com destaque para os recursos do Programa REM Acre – Fase 2 — passaram a direcionar investimentos específicos para a cadeia produtiva. As ações envolveram o georreferenciamento de produtores, o aprimoramento de práticas de manejo, a elevação dos padrões de qualidade e o fortalecimento de associações e cooperativas locais.

Ciência, capacitação e manejo

Para celebrar os avanços e aproximar o conhecimento técnico da população, Rio Branco sediou recentemente a 1ª Feira do Mel, realizada no Horto Florestal. O evento reuniu produtores, pesquisadores e órgãos públicos em uma iniciativa concebida a partir de uma proposta da ONG Mãos Que Ajudam, abraçada pela Seagri, pela Universidade Federal do Acre (Ufac), pelo Instituto Federal do Acre (Ifac) e prefeituras.

A chefe do Núcleo da Cadeia Produtiva do Mel (Numel) da Seagri, Rúbia Lima, enfatizou que o trabalho integrado é a base para o fortalecimento do setor. Segundo ela, o intercâmbio de experiências com especialistas de referência nacional, como a pesquisadora Gislene Almeida Carvalho–Zilse, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), tem sido fundamental para orientar os criadores sobre cuidados sanitários, prevenção de doenças entre colônias e novas técnicas de beneficiamento.

Do mel à preservação ambiental

Além do impacto socioeconômico na agricultura familiar, a criação de abelhas desempenha um papel ecológico indispensável. A pesquisadora Gislene Zilse pontua que, diferentemente de outras frentes produtivas que demandam a supressão de vegetação, a apicultura e a meliponicultura exigem exatamente o oposto: a preservação e a expansão de áreas floradas para garantir o desenvolvimento saudável dos insetos.

Essa característica faz da atividade uma aliada direta da conservação ambiental, unindo a geração de renda nas comunidades rurais à proteção dos serviços ecossistêmicos essenciais para a biodiversidade amazônica.

 

Fonte – Agência de Notícias do Acre

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Tácita Muniz/Secom

 

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