O Dia Nacional do Teatro, celebrado neste sábado, 19 de setembro, coloca em evidência uma das mais antigas formas de expressão artística e o trabalho de atores, diretores, técnicos e demais profissionais que mantêm os palcos brasileiros em movimento. No Amazonas, a data ganha um significado especial pela relação histórica do estado com as artes cênicas e pela permanência de manifestações culturais ligadas à vida ribeirinha. Em Manaus, a programação teatral terá continuidade com o 20º Festival de Teatro da Amazônia, marcado para ocorrer de 27 de setembro a 11 de outubro. Entre os grupos participantes está o Grupo de Teatro Renascer, da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), que apresentará no dia 30 de setembro, às 19h, no Teatro Amazonas, o espetáculo “Estórias que meu pai contou”, de autoria e direção da professora Lilian Machado. A montagem reúne contos, causos e elementos presentes no cotidiano e na cultura do interior do Amazonas, aproximando o público de memórias e experiências que fazem parte da identidade amazônica.
Celebrado em 19 de setembro, o Dia Nacional do Teatro é uma data dedicada a reconhecer a importância das artes cênicas e daqueles que trabalham para manter viva a experiência do palco. A comemoração valoriza atores, diretores, técnicos, autores, produtores e todos os profissionais envolvidos na criação e realização de espetáculos.
O teatro é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. No Brasil, suas primeiras manifestações estiveram ligadas à atuação dos padres jesuítas, ainda no século XVI, quando os chamados autos eram utilizados principalmente como instrumentos de catequese. Com o passar do tempo, a atividade teatral ganhou novas formas e passou a ocupar também espaços de entretenimento, convivência e expressão cultural.
A chegada da Família Real Portuguesa, em 1808, contribuiu para ampliar o espaço do teatro como entretenimento no Brasil. No século XIX, começaram a surgir grupos e companhias nacionais, com destaque para a comédia e para as peças que retratavam costumes e situações do cotidiano brasileiro. Mais tarde, o teatro passou por diferentes transformações e incorporou novas linguagens e temas.
No Amazonas, essa trajetória ganhou uma referência especial com o Teatro Amazonas. Construído durante o período do ciclo da borracha, o espaço foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896 e se tornou um dos principais símbolos culturais de Manaus e do estado.
É nesse ambiente de tradição e renovação que o teatro amazonense continua encontrando novas formas de contar suas histórias. Entre elas estão as narrativas inspiradas na vida dos povos ribeirinhos, nos costumes do interior, nas lendas, nos mitos e nos chamados causos, transmitidos de geração em geração.
Uma dessas experiências está no trabalho do Grupo de Teatro Renascer, da FUnATI, que participa da programação do 20º Festival de Teatro da Amazônia. O evento será realizado em Manaus entre 27 de setembro e 11 de outubro de 2026, reunindo espetáculos, atividades formativas, debates, oficinas e outras ações voltadas às artes cênicas. A edição marca os 20 anos do festival, realizado pela Federação de Teatro do Amazonas (Fetam).
Dentro dessa programação, o grupo fará, conforme a programação informada, uma apresentação no Teatro Amazonas no dia 30 de setembro, às 19h, com o espetáculo “Estórias que meu pai contou”, de autoria e direção da professora Lilian Machado.
A montagem tem como ponto de partida os contos e causos muito comuns no Amazonas, aproximando o teatro da memória popular e das experiências vividas no interior do estado. A proposta dialoga com uma tradição amazônica em que histórias, lendas, costumes e acontecimentos do cotidiano são preservados pela oralidade e repassados entre gerações.
O espetáculo também encontra respaldo em registros anteriores sobre o trabalho do Grupo de Teatro Renascer Izael Tavares. Em apresentação realizada em 2024, “Estórias que meu pai contou” levou ao palco do Teatro Amazonas elementos da cultura ribeirinha amazonense, reunindo tradições, música, dança e religiosidade. A professora Lilian Machado, coordenadora do grupo, explicou na ocasião que a montagem mesclava o lúdico com a realidade dos alunos-atores e suas próprias experiências.
O trabalho do grupo também valoriza a presença de pessoas idosas nas artes cênicas. Em 2024, registros sobre a montagem destacaram que o Grupo de Teatro Renascer Izael Tavares era formado por mais de 30 artistas, com predominância de pessoas acima dos 60 anos, e desenvolvia espetáculos relacionados a temas como cultura, regionalismo, envelhecimento e questões sociais.
A escolha de histórias ligadas ao cotidiano amazônico reforça ainda outra característica do teatro: a capacidade de transformar experiências vividas em linguagem artística. No palco, os causos deixam de ser apenas lembranças contadas entre familiares e amigos e passam a ganhar corpo, voz, movimento e interpretação.
Neste 19 de setembro, enquanto o país celebra o Dia Nacional do Teatro, o Amazonas também reafirma a importância de manter vivas suas próprias narrativas. Dos grandes espetáculos apresentados no Teatro Amazonas às histórias contadas nas comunidades do interior, o teatro continua sendo espaço de encontro entre passado e presente.
A data também está relacionada ao Dia Nacional do Teatro Acessível, iniciativa voltada à ampliação do acesso das pessoas com deficiência às artes cênicas. Recursos como Libras, audiodescrição, legendas e adaptações físicas podem contribuir para que um número maior de pessoas participe da experiência teatral.
Assim, entre a tradição dos grandes palcos e a simplicidade dos causos contados à beira do rio, o teatro permanece como uma forma de preservar memórias, provocar emoções e apresentar ao público diferentes maneiras de enxergar o mundo.

PALAVRAS-CHAVE – Principal – Teatro no Amazonas – Secundária – Festival de Teatro da Amazônia
Fonte – Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT); Calendarr; Teatro Amazonas; Assessoria de Comunicação da FUnATI (Ascom FUnATI) ; Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT); algumas informações variadas fornecidas para a edição.
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – SBAT – Walter Correa




