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Tecnologia e clima desafiam rotina de 21 mil eletricistas no Brasil

Evolução na rotina do setor elétrico.
Inovação com drones e tablets em campo.
Apoio mútuo em eventos climáticos extremos.

No Dia do Eletricista, celebrado em 17 de outubro, o Grupo Equatorial destaca a transformação de uma das profissões mais essenciais para o funcionamento da sociedade brasileira. Com aproximadamente 21 mil eletricistas distribuídos em suas sete concessionárias pelo país, a companhia mostra como a incorporação de novas tecnologias tem redefinido o trabalho diário nas ruas, em centros urbanos e em áreas de difícil acesso. Ao lado do esforço braçal tradicional, ferramentas modernas como drones de inspeção, tablets com dados georreferenciados e plataformas inteligentes de monitoramento em tempo real passaram a integrar a rotina das equipes. No entanto, essa evolução tecnológica caminha lado a lado com novos desafios impostos por eventos climáticos extremos, tempestades e incêndios florestais que exigem grande capacidade de mobilização e protocolos rigorosos de segurança para preservar vidas. Enquanto sistemas automatizados agilizam diagnósticos e manobras, o julgamento humano e a habilidade técnica dos profissionais continuam sendo indispensáveis para restabelecer o fornecimento de energia a residências, hospitais e escolas, garantindo a continuidade dos serviços essenciais para a população.

Subir em postes, reparar cabos e restabelecer o fornecimento de energia continuam sendo atividades fundamentais na rotina dos eletricistas. Mas a profissão mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, ferramentas digitais, drones, sistemas de monitoramento em tempo real e equipamentos automatizados fazem parte de uma operação cada vez mais tecnológica. Ao mesmo tempo, a necessidade de responder a eventos climáticos extremos acrescenta novos desafios ao trabalho desses profissionais.

No Dia do Eletricista, celebrado em 17 de outubro, o Grupo Equatorial destaca como essas transformações estão redefinindo uma profissão essencial para o funcionamento das cidades. Com atuação em sete estados brasileiros, o Grupo conta com aproximadamente 21 mil eletricistas. Eles trabalham em atividades de emergência, fiscalização, manutenção, obras e serviços comerciais, enfrentando realidades que vão de grandes centros urbanos a regiões de difícil acesso.

Entre as ferramentas utilizadas atualmente estão tablets com informações georreferenciadas da rede elétrica, drones para inspeções e sistemas inteligentes que auxiliam na identificação de ocorrências. Uma dessas soluções é o ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma que integra informações da rede e permite aos centros de operações acompanhar sua situação em tempo real.

Há 5 anos atuando na Equatorial Pará, Rosimary Amaral conta que o setor elétrico segue mudando bastante, e abrindo cada vez mais espaço para as mulheres. “Eu entrei na área administrativa, e foi uma experiência muito positiva, que me permitiu estudar e concluir o curso de eletrotécnica. Hoje, vou para campo, faço o que gosto e com segurança. Me sinto realizada!”, conta.

Do trabalho braçal à operação conectada

A evolução tecnológica também mudou os equipamentos utilizados pelas equipes. Caminhões com cestos aéreos hidráulicos, alicates hidráulicos e ferramentas elétricas portáteis passaram a apoiar atividades que antes dependiam de maior esforço físico, enquanto equipamentos de automação permitem realizar determinadas manobras na rede sem a necessidade de deslocamento de profissionais.

Segundo Joe Louis Tavares Morra, superintendente de Operações do Grupo Equatorial, essas mudanças exigem um novo conjunto de habilidades dos eletricistas. “Hoje, o profissional precisa ter familiaridade com equipamentos de informática, utilizar tablets e interpretar mapas e imagens da rede elétrica, além de compartilhar informações de campo em tempo real com os centros de operações”, explica.

Outro avanço está no uso de drones para inspeções preventivas. Os equipamentos permitem visualizar componentes da rede em áreas de mata, locais alagados e outros pontos de difícil acesso, contribuindo para identificar problemas antes que provoquem interrupções.

Apesar da evolução tecnológica, o trabalho humano permanece indispensável. “Os sistemas remotos aceleram os diagnósticos e permitem isolar trechos com defeito, mas a avaliação técnica das condições encontradas e a execução dos reparos continuam dependendo dos eletricistas”, destaca Morra.

Eventos climáticos extremos ampliam os desafios
Se a tecnologia transformou as ferramentas de trabalho, os eventos climáticos extremos também passaram a exigir maior capacidade de mobilização e adaptação das equipes.

Em situações de chuvas intensas, tempestades e incêndios florestais, o Grupo Equatorial utiliza o monitoramento meteorológico para antecipar a mobilização das equipes, ajustar escalas e reforçar os centros de operações. Quando a gravidade das ocorrências supera a capacidade de resposta local, a companhia aciona um plano de auxílio mútuo, com deslocamento de profissionais entre suas distribuidoras.

Em 2026, esse modelo foi utilizado para apoiar a operação no Rio Grande do Sul, com o envio de 165 profissionais de outras concessões, sendo 86 destinados à manutenção pesada e 79 ao atendimento de emergências.

“Quando identificamos a previsão de eventos severos, ajustamos as escalas para ampliar o contingente de equipes disponíveis. Se necessário, mobilizamos profissionais de outras distribuidoras do Grupo para acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia”, explica Morra.

Segurança como prioridade

Mesmo com o avanço da tecnologia, a segurança continua sendo um dos principais pilares da profissão, especialmente durante ocorrências provocadas por tempestades e enchentes. Antes de iniciar os serviços, os eletricistas seguem um protocolo rigoroso estabelecido pelo Grupo Equatorial de cinco etapas: análise preliminar de riscos, desenergização do circuito, bloqueio e sinalização dos equipamentos, verificação de ausência de tensão e aterramento temporário. São procedimentos que, aliados ao uso de equipamentos de proteção e à capacitação contínua, ajudam a preservar a vida dos profissionais em campo.

A tecnologia continua avançando, mas, por trás dos sistemas inteligentes e de cada ligação restabelecida, há profissionais que enfrentam desafios diariamente para garantir que a energia continue chegando às casas, aos hospitais, às escolas, garantindo o funcionamento de serviços essenciais à população.

 

 

 

Fontes – Grupo Equatorial / Calendarr

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Equatorial

 

Dia do Eletricista Grupo Equatorial

 

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