A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) deu mais um passo para ampliar a presença da ciência amazônica em redes internacionais de pesquisa. A instituição assinou, em Toulouse, na França, uma Carta de Intenções com a Universidade de Toulouse e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) para avançar na criação do Laboratório Misto Internacional (LMI) Cabocla. A iniciativa pretende reunir pesquisadores e instituições em torno de temas estratégicos para a Amazônia, como desenvolvimento sustentável, adaptação às mudanças climáticas e formação acadêmica. O acordo também prevê projetos conjuntos de pesquisa, intercâmbio de estudantes e professores e a construção participativa de conhecimentos com as populações locais. Para a universidade, a parceria representa uma oportunidade de aproximar a produção científica das realidades vividas na região e, ao mesmo tempo, ampliar a circulação internacional de pesquisadores e estudantes.
A assinatura da Carta de Intenções ocorreu na segunda-feira (7), durante a passagem da comitiva da UFAM por Toulouse. A delegação é liderada pela reitora Tanara Lauschner e integra uma missão internacional que reúne dirigentes e pesquisadores de instituições brasileiras.
O futuro Laboratório Cabocla terá como uma de suas bases a cooperação científica entre a UFAM, a Universidade de Toulouse e o IRD. A proposta é desenvolver pesquisas conjuntas voltadas a questões que afetam diretamente a Amazônia, associando conhecimento acadêmico e participação das populações locais.
Essa aproximação é um dos pontos que dão à iniciativa um caráter diferente de uma parceria exclusivamente acadêmica. A intenção é que o conhecimento seja construído de forma participativa, considerando também experiências e saberes presentes nas comunidades amazônicas.
Entre os temas que estarão no centro da cooperação estão o desenvolvimento sustentável e a adaptação às mudanças climáticas, questões cada vez mais presentes nos debates sobre o futuro da região.
A parceria também envolve a formação de estudantes e pesquisadores. A expectativa é ampliar as oportunidades de intercâmbio acadêmico entre as instituições participantes, criando novas possibilidades para graduação e pós-graduação.
Parceria pode ampliar formação e mobilidade acadêmica
Paralelamente à criação do Laboratório Cabocla, a UFAM iniciou negociações com a Universidade de Toulouse para formalizar um acordo acadêmico voltado à mobilidade universitária e à oferta de cursos de formação com possibilidade de dupla diplomação na graduação e na pós-graduação.
Na prática, a proposta pode ampliar a circulação de estudantes e professores entre as instituições e aproximar a formação acadêmica produzida no Amazonas de centros internacionais de pesquisa.
Durante a visita à Universidade de Toulouse, a comitiva também conheceu o Observatório Midi-Pyrénées, estrutura que reúne oito laboratórios. Entre eles está o Geoscience Environnement Toulouse (GET), apontado como principal parceiro da UFAM no Laboratório Cabocla, com apoio do IRD.
A agenda internacional da universidade, porém, não se limita à França. Depois de Toulouse, a comitiva segue para Montpellier, onde estão previstas reuniões e trocas de experiências sobre biodiversidade, saúde global, governança e gestão participativa dos recursos hídricos.
Em seguida, a programação passa por Marseille, onde será realizada uma reunião de síntese na sede do IRD. O encontro deverá contribuir para definir diretrizes científicas e de mobilidade que vão orientar a cooperação internacional pelos próximos cinco anos.
A missão inclui ainda uma etapa no Marrocos, entre os dias 10 e 15 de setembro, com visitas técnicas, reuniões institucionais e atividades acadêmicas em universidades e centros de pesquisa de Rabat, Marrakesh, Agadir e Tânger.
Para a reitora Tanara Lauschner, as parcerias internacionais podem fortalecer as comunidades acadêmicas da Amazônia e ampliar as oportunidades para estudantes e pesquisadores da UFAM.
A expectativa é que o Laboratório Cabocla ajude a criar uma ponte permanente entre a pesquisa internacional e os desafios amazônicos. Mais do que aproximar universidades, a iniciativa busca fortalecer uma ciência capaz de dialogar com quem vive na região e participa diretamente das transformações da Amazônia.
Ao unir pesquisa, formação acadêmica, intercâmbio e participação das comunidades, a cooperação coloca a ciência amazônica em uma rede internacional sem perder de vista o território onde os problemas e as soluções precisam ser compreendidos.
Fonte – Ufam
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Ascom/Ufam




