Com a aprovação do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pelo Congresso Nacional, micro e pequenos empresários de todo o país buscam alternativas para readequar a gestão de suas equipes. A experiência de estabelecimentos que já operavam no regime 5×2 revela caminhos práticos para a transição, que terá início em meados de dezembro com a garantia de dois dias de descanso semanal e a diminuição da carga para 42 horas, alcançando o formato final de 40 horas em catorze meses. Mapear turnos de menor movimento, redefinir processos e manter um diálogo transparente com os funcionários despontam como estratégias centrais para evitar perda de faturamento e elevar a produtividade. Pesquisas do Sebrae indicam que mais de metade dos pequenos empreendedores não prevê impactos negativos e, para orientar o setor nesse redesenho operacional, a instituição disponibilizou um simulador gratuito que apoia o planejamento de horários e contratações.
A promulgação da mudança constitucional que encerrou a escala de trabalho 6×1 e estabeleceu a jornada limite de 40 horas semanais no Brasil mobiliza micro e pequenos empresários em busca de estratégias eficientes de adaptação. Diante do novo cenário, a trajetória de negócios que já adotavam voluntariamente a escala 5×2 surge como um guia prático para o mercado, demonstrando que a reorganização interna e a negociação direta com a equipe são pilares fundamentais para manter a saúde financeira e a eficiência operacional.
A transição exigida pela legislação ocorrerá em duas etapas consecutivas: a fase inicial começa em meados de dezembro, garantindo aos trabalhadores dois dias de repouso semanal remunerado e reduzindo a jornada de 44 para 42 horas semanais. Após um ano e dois meses, a carga horária será ajustada para o limite definitivo de 40 horas semanais, consolidando o formato 5×2 em todo o país.
No Distrito Federal, a Civitá, cafeteria especializada em cafés especiais e pães de fermentação natural com 12 anos de atuação, implementou a folga de dois dias em maio deste ano. De acordo com o sócio Fernando Bakker, o processo inicial demandou ajustes na rotina, mas resultou em ganhos operacionais. O empresário destaca que a equipe passou a atuar com maior engajamento e a empresa manteve a estabilidade no faturamento, evidenciando o descanso como fator direto de melhoria nos resultados.
A percepção de que a mudança é viável encontra amparo em dados oficiais. A Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, conduzida pelo Sebrae, aponta que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) avaliam que o fim da jornada 6×1 não trará prejuízos às suas operações.
Outro exemplo de adaptação bem-sucedida vem do setor de alimentação fora do lar. O Restaurante Dona Marla – Comida de Mãe, localizado na região do ABC paulista, adota a escala 5×2 desde a sua fundação, em 2023. O chef e gestor Marcos Silva relata que o rendimento do negócio permaneceu em expansão, permitindo inclusive o aumento da capacidade física de atendimento de 42 assentos para mais do dobro da estrutura inicial. Para o profissional, o planejamento detalhado e a identificação precisa dos dias de menor movimento são etapas decisivas para ajustar o quadro de horários sem comprometer o atendimento ao cliente.
Para auxiliar o setor produtivo durante o período de adequação, o Sebrae desenvolveu a ferramenta “Escala Sebrae”. O simulador digital e gratuito analisa a realidade de cada empreendimento e sugere soluções personalizadas para a distribuição das folgas, reorganização de turnos, eventual contratação de pessoal fixo ou temporário e gestão de horas extras, assegurando a continuidade das atividades comerciais com segurança jurídica e operacional.
Fonte – Agência Sebrae de Notícias (ASN Nacional)
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/OCB
escala 5×2 fim da escala 6×1
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