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Pesquisa do IBGE revela que o Brasil ainda conta com 11 milhões de pessoas analfabetas

Levantamento aponta que a taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais é de 6,6%.
Desigualdade regional e etária persiste, concentrando os maiores índices de analfabetismo no Nordeste e na população idosa.
Especialistas em educação reforçam a urgência de políticas públicas integradas de alfabetização e letramento funcional no país.

A persistência do analfabetismo continua a se configurar como um dos principais desafios para o desenvolvimento social e educacional do Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), revelam que o país ainda possui cerca de 11 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabem ler nem escrever. O contingente corresponde a uma taxa de analfabetismo de 6,6% nessa faixa etária. O levantamento estatístico coloca em evidência acentuadas disparidades regionais e de faixa etária, mostrando que o problema afeta de maneira desproporcional a população idosa e os residentes da Região Nordeste. Diante desse cenário, especialistas e instituições de ensino destacam a necessidade contínua de estratégias pedagógicas e investimentos estruturados em Educação de Jovens e Adultos (EJA) para assegurar o direito fundamental à alfabetização e promover a inclusão cidadã em todo o território nacional.

O direito à educação e ao domínio da leitura e da escrita permanece incompleto para milhões de cidadãos no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil contabiliza cerca de 11 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade, o que representa uma taxa nacional de 6,6%.

Apesar do declínio gradual do índice ao longo das últimas décadas, os números absolutos refletem um gargalo histórico que compromete o acesso de parcela expressiva da população ao mercado de trabalho formal, aos serviços de saúde e ao exercício pleno dos direitos cidadãos.

Desigualdades regionais e etárias

Os indicadores do IBGE demonstram que o analfabetismo no Brasil apresenta um recorte bem delimitado de idade e geografia:

População idosa: A taxa de analfabetismo cresce expressivamente nas faixas etárias mais avançadas. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice atinge patamares substancialmente superiores à média nacional, reflexo da falta de acesso à escolarização regular durante a infância e juventude nas décadas passadas.

Disparidade regional: A Região Nordeste registra a maior taxa de analfabetismo do país, mantendo percentual significativamente acima do observado nas regiões Sul e Sudeste, que apresentam os menores índices territoriais.

Além do analfabetismo absoluto, analistas da área educacional chamam a atenção para o analfabetismo funcional — condição na qual o indivíduo, embora consiga reconhecer letras e números, não possui habilidade suficiente para interpretar textos simples, realizar operações matemáticas elementares ou aplicar a leitura na resolução de problemas do cotidiano.

Desafios e caminhos para a superação

A superação desse quadro exige a articulação entre poder público, instituições de ensino e sociedade civil para fortalecer programas direcionados à alfabetização na idade certa e ao atendimento de jovens e adultos que não concluíram os estudos na infância.

Especialistas ressaltam que a ampliação de vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), aliada a metodologias flexíveis e adaptadas à realidade do trabalhador, é determinante para reduzir as marcas da desigualdade e garantir oportunidades reais de inclusão produtiva e social.

 

 

Fonte – Wyden / IBGE (Pnad Contínua)

 

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação

taxa de analfabetismo pesquisa do IBGE

 

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