Cultura

Sairé 2026 movimenta Alter do Chão entre tradição, cultura e estrutura reforçada

Festa reúne ritos ancestrais, manifestações culturais e o Festival dos Botos às margens do Tapajós.
Equatorial Pará mobiliza equipes e mantém monitoramento da rede durante os cinco dias de programação.
Evento também amplia ações de turismo, economia criativa e conscientização ambiental.

Alter do Chão, em Santarém, vive desde quinta-feira (17) uma das maiores celebrações culturais da Amazônia. O Sairé 2026 reúne, até segunda-feira (21), ritos religiosos, ancestralidade indígena, música, dança, manifestações populares e o tradicional Festival dos Botos, em uma programação que transforma a vila às margens do rio Tapajós em ponto de encontro entre moradores, turistas, trabalhadores, comerciantes e artistas. Com o tema “Rêdawa Ancestral – Território, Memória e Continuidade”, a festa valoriza a identidade do povo Borari e a transmissão de saberes entre gerações. Ao mesmo tempo em que preserva símbolos e rituais históricos, o evento conta com estrutura especial para atender ao aumento do fluxo de pessoas. Entre as medidas adotadas está a operação da Equatorial Pará, que mobilizou 10 profissionais, reforçou a manutenção da rede elétrica e mantém o monitoramento do sistema durante toda a programação. A empresa também realiza ações de atendimento aos trabalhadores, sustentabilidade e educação ambiental.

Às margens do Tapajós, Alter do Chão recebe mais uma edição do Sairé, manifestação que reúne fé, memória, cultura popular e ancestralidade. Em 2026, a programação oficial ocorre de 17 a 21 de setembro, enquanto as atividades preparatórias começaram no dia 12, com a tradicional Busca dos Mastros.

O Sairé é reconhecido como manifestação da cultura nacional pela Lei Federal nº 14.997/2024, sancionada em 15 de outubro daquele ano e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. A celebração nasceu do encontro entre tradições indígenas, que envolvem natureza, espiritualidade, cantos e danças, e a fé cristã introduzida pelos jesuítas no século XVII. Ao longo do tempo, também incorporou elementos da cultura africana.

A própria origem do nome Sairé possui diferentes interpretações. Uma tradução atribuída a Barbosa Rodrigues, em 1890, relaciona a palavra à composição “Sai + eré”. Outras referências associam o termo a significados como “coroa”, “cordão de giro” e “dança de crianças”. A diversidade de interpretações faz parte da trajetória de uma tradição que atravessou séculos e continua sendo ressignificada pela comunidade.

Um dos grandes destaques da festa é o Festival dos Botos, protagonizado pelas agremiações Boto Cor de Rosa e Boto Tucuxi. Incorporado ao Sairé em 1997, o festival reúne música, dança, artes cênicas, alegorias e narrativas inspiradas nas tradições, crenças e costumes da região. As apresentações acontecem no Lago dos Botos e contam com a participação de centenas de brincantes e moradores de Alter do Chão.

A programação de 2026 combina os ritos tradicionais com atrações culturais e musicais. Na abertura, em 17 de setembro, foram realizados a Alvorada do Sairé, a Busca dos Juízes, a Bênção de Ação de Graças, a procissão e o levantamento dos mastros. À noite, as atividades incluíram danças folclóricas e apresentações musicais, entre elas o show nacional do Psirico.

Na sexta-feira (18), os Botos Mirins ocuparam o Lago dos Botos, com apresentações da Companhia Boto Rosa Mirim e do Tucuxi do Amanhã. A programação também contou com o show nacional de Nattan e atrações locais. No sábado (19), foi realizada a disputa do Festival dos Botos, com o Boto Cor de Rosa e o Boto Tucuxi, além de apresentações de Warilou, Fruta Quente e Solange Almeida.

Neste domingo (20), a programação reúne novamente religiosidade, tradição e música, com atividades como ladainha, café da manhã, imersão cultural com mestres foliões, Rito da Folia e celebração da Santa Missa. A agenda musical inclui Thays Sodré, Lana & Junior, Biguinho Sensação e o grupo Kamisa 10. O encerramento será na segunda-feira (21), com o tradicional Dia da Varrição, derrubada dos mastros, ritual de encerramento e, às 17h, a apuração do Festival dos Botos.

Além da programação cultural, o aumento do movimento na vila levou empresas e órgãos públicos a reforçarem a infraestrutura. A Equatorial Pará preparou uma operação especial para o período, com 10 profissionais mobilizados entre equipes especializadas e de manutenção. A distribuidora também mantém o acompanhamento remoto do sistema elétrico que atende Alter do Chão durante os cinco dias da festividade.

A operação considera o aumento temporário do consumo de energia provocado pela concentração de moradores, turistas, comerciantes e trabalhadores. Segundo Lana Gomes, gerente de Manutenção da Equatorial Pará, o planejamento foi elaborado para permitir uma atuação ágil e segura diante de eventuais ocorrências.

A ação especial faz parte de um trabalho mais amplo de modernização da rede. Desde 2025, a empresa investiu R$ 1,9 milhão na primeira etapa do projeto, concentrada principalmente na região central de Alter do Chão. Foram instalados sete transformadores e quatro religadores automáticos, além de aproximadamente três quilômetros de recondutoramento da rede, substituição de postes antigos e instalação de novos equipamentos. Ao todo, 184 clientes foram diretamente beneficiados.

Em 2026, as melhorias continuaram com a substituição de mais de 1,6 quilômetro de rede de média tensão e 45 postes em diferentes áreas da vila. Os serviços alcançaram trechos da Travessa Frei Cristóvão, Travessa Antônio Agostinho, Dom Macedo Costa, Travessa Copacabana e Rua Pedro Teixeira. Somente em agosto, 121 estruturas da rede elétrica foram substituídas.

Durante o Sairé, a E+ Caravana Equatorial também realizou atendimento na Praça do Sairé para orientar comerciantes, empreendedores e trabalhadores sobre ligações provisórias destinadas a barracas, pontos de venda e outras estruturas temporárias. O serviço inclui orientações sobre instalação segura e regular do fornecimento. A empresa reforçou que não devem ser feitas ligações improvisadas ou intervenções na rede elétrica.

A caravana também oferece serviços como troca de lâmpadas, cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica, inscrição no programa Energia em Dia, negociação de débitos e orientações sobre consumo eficiente.

Outra iniciativa é o E+ Reciclagem, que participa do Sairé entre os dias 17 e 21 de setembro. A ação prevê a troca de materiais recicláveis, como latas, por copos sustentáveis. Mais de 2 mil copos serão disponibilizados durante os cinco dias da festa, estimulando a reutilização e a destinação correta dos resíduos em um período de aumento da geração de lixo na vila.

A Equatorial Pará também participa do Sairé como patrocinadora. A Prefeitura de Santarém formalizou, em 16 de setembro, um patrocínio de R$ 900 mil da empresa para o Rito Tradicional e o Festival dos Botos. O investimento envolve as manifestações culturais realizadas pelas agremiações Boto Cor de Rosa e Boto Tucuxi e contribui para a realização dos espetáculos.

Com sua combinação de religiosidade, ancestralidade, cultura popular, turismo e economia criativa, o Sairé 2026 mantém Alter do Chão no centro do calendário cultural paraense. A festa reafirma uma tradição que atravessa gerações e, ao mesmo tempo, movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, comércio, transporte, serviços e profissionais ligados à produção cultural.

 

PALAVRAS-CHAVE – Sairé 2026 Alter do Chão

 

 

 

Fonte – Fontes: Prefeitura de Santarém — Sairé 2026; Equatorial Pará; Palco Belém.

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – PMS

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